quinta-feira, 3 de junho de 2010

Vontade de...


... me perder no castanho profundo dos teus olhos...

Fechar os meus enquanto me beijas, deixando o corpo solto ao desejo... senti-lo desviar-se vagarosamente em direcção ao pescoço, enquanto o teu braço me puxa de encontro a ti. Beijo esse lento, molhado, mordendo delicadamente a pele. A minha mão entra por dentro da tua camisa, percorrendo a linha do tronco suavemente, com a ponta dos dedos, tacteando o caminho que os meus lábios irão provar...  Desapertas dois botões da minha camisa, o suficiente para me deixar os ombros a descoberto, a combinação negra aparecer e sinto o calor da tua boca no meu ombro. O teu cheiro aflora-me as narinas...

Desaperto a tua devagarinho, enquanto te beijo a orelha em jeito deliciado  e provocador, sussurrando-te o quanto te quero... O teu sabor aliado ao toque suave enlouquece-me... Puxas a camisa para baixo deixando-me exposta, e num beijo lânguido sinto a tua mão descer da nuca pelas costas abaixo, causando-me um arrepio... A tua boca desce ao mesmo ritmo vagaroso, sinto-te desapertar o colchete, os dedos a retirarem com delicadeza mas certeza as alças do soutien. Olhas-me... os meus olhos refletem o desejo nos teus, sinto a tua língua brindar-me os seios com deleite. Ouves um gemido abafado entre o morder de lábio, sentindo a pele eriçar. Afago-te o cabelo curto sedoso, ao mesmo tempo que em círculos enrijeces-me os bicos. Com um rasto de saliva passas de um para outro, roçando-te em mim, deixando claro o estado de excitação em que te encontras. Dispo-te a camisa, deliciada perante a visão dos teus ombros, e cubro-os de beijos... De encontro à superficie fria da parede, desço pelo teu peito, provando cada centímetro de pele.  Desaperto-te as calças deixando-as deslizar, a tua mão agarra-me os cabelos com mais firmeza, denotando uma certa loucura. No meu passar de mãos pelas tuas pernas, a lingua perde-se no teu umbigo, descendo maliciosamente em zigue-zague, alojando-se na tua virilha. Tiro a réstia de roupa que ainda trazes...

Beijo-te a virilha com demora, saltando de uma para outra, tocando-te com a língua de soslaio o sexo. A tua mão mostra-me a vontade que tens em que te aloje bem dentro da boca, mas não... ainda não. Respiração cada vez mais pesada, leio nos teus olhos a tesão que te invade, lês nos meus a mesma, torturando-te mais um pouco. Sentes os meus lábios tocarem-te a glande... A pouco e pouco vou-te abrigando, engolindo, alternando entre a suavidade e a lascividade, sentindo-te cada vez mais duro e a ponto de explodir. Dedico-me inteiramente a ti, tirando do teu prazer o meu...

Puxas-me para cima com rapidez, dando-me um beijo mais intenso. Viras-me de costas para a parede, pressionando o meu corpo de encontro a ela, afastando-me os caracóis enquanto me mordes o pescoço. Ouves-me gemer entre o misto do frio dela e o quente que emanas da boca. Uma mão acaricia um seio totalmente eriçado, a outra desce adentrando as calças. Passa-la sobre a lingerie preta e sentes-me queimar-te os dedos, os mesmos que a trespassam e mergulham na humidade fervente, deixando-os inundados de mel. Sussurras-me ao ouvido palavras desconexas, no mesmo tom em que vou gemendo, subjugada ao teu prazeroso poder sobre mim. Calças que caem, lingerie em seguida, dedos que entram no meu sexo em sintonia com os que me vão acariçiando o ponto certo, alcançando o orgasmo. Gemidos que se tornam mais fortes, roçando o patamar gritante, sentes o meu corpo tremer em espasmos incontrolados!
Num abraço sentido, ficamos assim por alguns instantes...

Com uma urgência notória mas controlada, os teus lábios vão-me percorrendo a coluna, sabendo de antemão o arrepio que mais uma vez me causas. Roço-me em ti... Em descida curvilínea, num tremor conhecer dos teus intentos, e dos meus, vou abrindo caminho com o corpo. Brindas-me as nádegas com os lábios, as ancas com o toque firme e cuidado, deixando-me antever o que se sucede.. Os teus lábios nos meus, sorvendo o néctar que abunda, em delírio anunciado pelas palavras soltas de forma insana. Sabes-me a chegar de novo ao culminar, mas não mo permites, deixas-me em suspenso. Sobes pelo meu corpo e entras em mim de uma vez só, abafando-me o grito com  um beijo molhado. Pele eriçada ao máximo, sais devagarinho... e num vai e vem lento, degustado, vou-te sentindo invadir-me os sentidos, o corpo, a mente, tudo. Empino as nádegas um pouco mais, braços teus que elevam e seguram os meus, fluindo num jogo de ancas dançado como um tango perfeito.

Corpo teu no meu, sinto-te possante... estocada forte e seca, devassamente adentras-me as entranhas, contraposto com o carinho  com que me seguras e beijo que me roubas, calando-me. Num atingir desejado mas prolongado ao máximo, não calo o grito que solto ao chegar do orgasmo... Inundas-me com o teu, derramando o teu néctar em mim... Uma onda de sensações inexplicáveis invadem-me por completo.

Assim ficamos uns bons minutos, deixando o corpo arrefecer, entre carícias e delicias trocadas.. Numa entrega e partilha com  vontade de...

18 comentários:

Lisa disse...

Fizeste-me sentir o desejo, de ter agora um momento delicioso, como o que descreveste... ;)

El Solitario disse...

lendo assim de um fôlego,,,
fiquei sem respiração,,,

mas compensou pelo SUBLIME que é ler-te,,,

desconcertas[me] com as tuas palavras,,,

beijo-te,,,

Ulisses disse...

Absolutamente...
...sentido!

E esse sentimento é transportado nas tuas palavras, e tem impacto em quem as lê.

Podia desfilar-te aqui uma carrada de adjectivos, todos eles a expressarem o que achei e senti. Mas uso apenas um, que é raro eu usar:

A DO REI!

:)

Flowheart disse...

Sempre libertya, no seu melhor,
já tinha saudades...
Bjs

Libertya... disse...

Lisa,
Momentos deliciosos... e como.

Beijo libertyo

Libertya... disse...

El Solitario,

Mimas-me...

Restabelecido já? ;P

Beijo... desconcertante!

Libertya... disse...

Ulisses,

Escrevo como sinto, ou quase... se bem que há palavras que não façam justiça a certos momentos.
:)

Sinto-me lisongeada com as tuas.

:)

Libertya... disse...

Flowheart,
Já fazia algum tempo que a Libertya não dava um ar... da sua escrita. És sempre um querido!

Beijo à lua

Azael disse...

...ou se têm ou não se têm...e tu tens muita...sensualidade!



beijo

Libertya... disse...

Azael,

Fizeste-me corar...

Grata pelas tuas palavras.

Beijo

El Solitario disse...

ainda a recuperar o fôlego,,,
;P

mas esse beijo ajudou,,,
; )

beijo-te de volta,,,

Lua disse...

Ai meus Deus...está maravilhoso, sublime, delicioso...hum

é muito bom ler-te

beijo delicioso

Venus in red disse...

Relato Arrepiante, em estilo libertyamente sedutor...

És, sem dúvida, o êxtase, o enlevo... um mergulhar nos(dos) sentidos!


Desiderium de te ler assim...



Basium
(with eyes wide open)

Libertya... disse...

El Solitario,

E eu a pensar que o tirava...
;)

Libertya... disse...

Lua,
Obrigada... :)

Beijo meigo

Libertya... disse...

Venus in red,
Se relatado é assim, sentido na pele então...

Habituas-me mal... obrigada!
:)

Basium
(overwelmed)

PEKADUS disse...

Para seguir a..risca..

Bjo meu,tão meu..com vontade de..


Pena não ter olhos castanhos..

Libertya... disse...

PEKADUS,

Recta ou... curvilinea?

Beijo meu, o meu apenas....


Pois... temos pena!