
Mel... doce como o mel...
Puro, grosso, como o que expeles do teu corpo...
Aliciante, magnético, perturbante, frenético,
Essência da tua fugaz demência,
Mentor, revelador da minha clemência,
Viciante, por demais... Os prazeres carnais...
Dedilha com os dedos os leves segredos
que guardo para o teu vicio...
Tacteia, explora, ouve o meu suplicio...
Deixa que a minha lingua te solte o mel
e saboreie o teu corpo...vai saber a pouco...
Serei sorrateira... Ardilosa... Suave... Venenosa...
Quero sentir até onde vai o teu prazer,
Quero ver, sentir nas mãos, na boca, quero-te ter...
Pinta em mim como se fosses pincel o teu lado puro,
o intocável, inalterável, em estado bruto...
Inebria-me com a tua fragância,
Leva-me à tua ultima instância,
O do mel... puro... em bruto... o do mundo...
Leva-me na viagem onde a mais pequena viragem
deixa que a Natureza revele a sua mais bela pureza...
A do teu mel...